Ihai/Kakochō
Ihai
O ihai (位牌), também chamado de tábua memorial, é usado em várias tradições budistas japonesas para registrar o nome do falecido.
Na Jōdo Shinshū, no entanto, não se utiliza o ihai como objeto de culto.
- O ihai contém apenas o nome budista (hōmyō) e dados da pessoa, mas não possui nenhum significado espiritual em si.
- Ele pode servir apenas como lembrança durante um ritual em casa, mas não se acredita que possua alma ou espírito.
- Segundo os ensinamentos da Jōdo Shinshū, nos tornamos Budas ao renascer na Terra Pura no momento da morte. Por isso, não existe a ideia de que o espírito habite um objeto.
É importante lembrar: Ihai não é Hotokesama.
Na nossa tradição, Hotokesama refere-se ao Buda Amida, representado no altar (butsudan), e não a placas memoriais.
Kakochō
Em vez de múltiplos ihai, a Jōdo Shinshū utiliza o kakochō (過去帳), um pequeno livro memorial.
Nele são registrados:
- o nome budista (hōmyō),
- o nome de nascimento,
- e a data de falecimento de familiares e entes queridos.
O kakochō ajuda a:
- recordar os antepassados de forma organizada;
- lembrar as datas dos ofícios memoriais (nenki hōyō);
- manter viva a gratidão àqueles que nos precederam.
No altar doméstico (butsudan), o kakochō deve ser colocado de forma simples, em um suporte lateral ou inferior, de modo que a presença central do Buda Amida permaneça visível.
Diante do kakochō não se oferecem alimentos ou água, pois ele é apenas um registro e não um objeto de culto.
Conclusão
- O ihai não é necessário na Jōdo Shinshū, pois a salvação não depende de objetos, mas do acolhimento do Buda Amida.
- O kakochō é o meio adequado de manter a memória familiar, em harmonia com os ensinamentos de Shinran Shōnin.
Assim, o altar permanece um espaço de encontro com o Buda Amida, onde expressamos, através do Nembutsu (Namu Amida Butsu), a nossa gratidão pela vida e pela compaixão infinita que nos envolve.